Aprenda a ler o rótulo

quarta-feira, setembro 17th, 2008


Checar atentamente as informações impressas na embalagem dos alimentos é fundamental para não errar na compra. Quando você cria esse hábito, tende a consumir menos calorias e mais nutrientes do bem.

…não vale observar só o valor energético da barrinha de cereais e a validade do iogurte. A checagem tem de ser completa. É importante investigar todas as informações nutricionais para fazer escolhas certas, descartando os alimentos carregados de gordura ou outros ingredientes capazes de detonar a sua dieta…

…deve constar na etiqueta a quantidade de gordura trans ­ a tal inimiga, nociva por elevar no organismo a taxa do mau colesterol e baixar a do bom, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também determinou um padrão para o tamanho da porção. O fabricante deverá informar os nutrientes contidos numa porção considerada normal para uma pessoa — em gramas (para os sólidos) ou mililitros (no caso das bebidas) e o equivalente em medida caseira (xícara, colher, copo). “O objetivo dessa revisão é permitir que o consumidor controle melhor o consumo de calorias diárias”, diz Antônia Aquino, gerente de produtos especiais da Anvis.

Além dos nutrientes, você deve ficar de olho nos ingredientes presentes na composição do produto. Eles entram numa lista, geralmente impressa abaixo da tabela nutricional, em ordem de quantidade decrescente. Por exemplo, se um pão tem mais farinha integral do que farinha branca, a integral deve vir primeiro. O que isso tem a ver com a dieta? Adquirir alimentos ricos em fibras evita picos de açúcar no sangue e, com isso, o excesso de insulina, o hormônio que favorece o estoque de gordura. Se ficar atenta ao rótulo, você também pode se servir melhor de vitaminas, minerais e substâncias que protegem a saúde.

Açúcar: tem ou não tem?…Ele pode aparecer no rótulo com outros nomes: xarope de milho, melado, açúcar invertido, maltodextrina, dextrose, frutose ou sacarose. Por isso, mesmo quando o fabricante utiliza a embalagem para exaltar a não adição de açúcar, verifique na lista de ingredientes se não consta um dos nomes acima. “Os alimentos sem adição de açúcar não têm a sacarose, um tipo de açúcar industrial, mas pode conter glicose e frutose, que são naturais”, explica Antônia Aquino, da Anvisa. E, nesse caso, não há diferença na quantidade de calorias. O açúcar também pode ser substituído por uma outra substância capaz de dar sabor doce ao alimento, o sorbitol. E, de novo, não significa ser um produto isento de calorias — o sorbitol tem 2,4 calorias por grama e a mesma quantidade de açúcar tem 4 calorias.

Pegadinhas

sem colesterol Não se iluda: o óleo vegetal que traz em destaque a informação “livre de colesterol” não tem nenhuma vantagem sobre os seus concorrentes. Todos os óleos vegetais têm essa característica e o fabricante é obrigado a acrescentar essa informação. O problema é que, para encontrá-la na embalagem, você precisa de paciência e, talvez, de uma lente de aumento.

não contém conservantes A informação pode estar correta, mas não exclui a possibilidade do alimento conter outros aditivos. Não tem jeito: a maioria das comidas industrializadas carregam essas substâncias, obrigatoriamente relacionadas no final da lista dos ingredientes, pelo nome ou número.

100% natural É quase impossível um alimento industrializado ser totalmente natural. Quando não tem conservantes ou corantes, pode carregar açúcar. Aliás, os enlatados tendem a ter mais açúcar do que você imagina. Então, procure as opções que não sejam adoçadas.

Nota do Blog

Eu sei que é muito chato ficar lendo rótulos das embalagens, principalmente se você estiver fazendo aquela compra mensal em um supermercado lotado com o carrinho transbordando.

Mas eu gostaria de enfatizar que é super importante tentar aprender a entender o rótulo dos produtos, pois você pode estar sabotando a sua dieta sem você saber e depois quando vai ver os resultados eles nunca são os esperados.

Me considero uma pessoa que consegue identificar através do rótulo se um produto é bom ou ruim para a minha dieta. Mas isso não me deixa livre de cair nas estratégias de marketing das empresas do ramo de alimentos. Outro dia, estava no supermercado e me deparei com um pão sírio integral, quando olhei no rótulo constava apenas 160 calorias por 56 gramas, como o pacote só tinha 4 pães eu comprei sem pestanejar.

Quando eu chego em casa e estou prestes a comer o pão eu conferi de novo o rótulo, pois achava que era muito bom para ser verdade e verifiquei que a pegadinha estava no tamanho da porção, porque o pacote todo tinha 450 gramas. Por causa deste “detalhe” ao invés de estar consumindo 160 calorias, eu estava consumindo o dobro 320!!!. Neste caso eu ia estar sabotando a minha dieta sem saber.

Por isso é sempre muito bom ficar atento aos rótulos porque as vezes isto pode ser uma das razões do porque a sua dieta não esteja funcionando.

Fonte:  Revista Boa Forma

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Qual é o seu alimento?

terça-feira, setembro 16th, 2008

Imagine ter um menu feito só para você, composto por alimentos que atenderão especificamente às necessidades de seu organismo e de mais ninguém, e que, de quebra, reduzirão bastante sua chance de engordar. Enfim, a dieta ideal. Pode parecer um sonho, mas felizmente não é. Em breve estarão disponíveis regimes de alimentação elaborados sob medida, formulados a partir do perfil genético de cada pessoa. Isso será possível a partir dos conhecimentos gerados por duas recentes linhas de pesquisa da nutrição, a nutrigenômica e a nutrigenética. Ambas têm como objetivo estudar a interação entre os alimentos e os genes humanos. Mas fazem isso por ângulos diferentes. A primeira investiga como os nutrientes influenciam o funcionamento dos genes. A segunda estuda como esses mesmos genes podem afetar a forma pela qual o corpo aproveita a comida. O fato é que, combinadas, as respostas permitirão dizer quais os componentes que efetivamente fazem bem, por que e para quem eles funcionam.

Nota do Blog

Eu peguei este texto da reportagem de capa da revista Isto É da edição do dia 17 de setembro de 2008. Eu escolhi este texto porque tenho alguns pensamentos contraditórios a esta matéria e gostaria de expressar a minha opinião.

Pontos positivos

Acho muito interessante esta parte da medicina que estuda a relação dos alimentos com a sua saúde, acredito que conseguiremos extrair dos próprios alimentos muitas substâncias que auxiliarão em muitos problemas de saúde.

Achei muito interessante em saber que as substâncias não produzem os mesmos efeitos para todos, confesso que era uma informação que eu não conhecia, porém agora que tenho conhecimento disto, confesso que me parece lógico pois cada ser humano é diferente e se compararmos com remédios é a mesma coisa, por exemplo, apesar do Tylenol ser indicado por muitos médicos, eu não posso tomar pois sou alérgico.

Pontos Negativos

Primeiro não acredito em dietas, muitos que seguem este blog já sabem disso, mas dietas que se baseiam puramente em dados técnicos como a reportagem da revista tenta passar que será o futuro eu acredito menos ainda.

No meu caso eu sou pertencente ao grupo dos caucasianos, na tabela (abaixo) contem sardinha que é um peixe que eu não gosto. Se eu for em uma nutricionista e ela insistir que eu coma sardinha porque faz bem ao meu grupo étnico, eu posso tentar por 1,2 ou 3 meses mas vai chegar a um ponto em que eu vou estar de saco cheio da maldita sardinha e é capaz de eu chutar o balde e botar toda a dieta em escanteio por tentar seguir algo que não satisfaça o meu paladar.

Solução

Não acredito que exista alguma solução perfeita, acredito que todas as dietas tem que se adaptar ao seu momento emocional, pois as vezes estamos motivados a seguir uma dieta mais rígida, porém outras vezes necessitamos de algo que seja mais relaxado pois as pessoas querem seguir algo em que elas não se sintam culpadas o tempo todo por comer um doce ou salgado.

Quanto eu mais leio e estudo sobre a obesidade, eu vejo que isto não é somente um problema de más escolhas mas envolve diversos fatores emocionais e psicológicos que muitas pesquisas não contam como um fator determinante.

Eu acredito que a obesidade não pode ser tratada como uma doença em que você toma um remédio ou siga um programa e tudo será resolvido. O fato é que ainda temos que descobrir muitas coisas neste campo e um dos principais problemas é conseguir separar a boa informação dentro deste mercado que está cheio de promessas milagrosas e produtos que tentam se aproveitar do desespero das pessoas que tentam atingir o seu objetivo.

Clique aqui para o ler a matéria na integra

Abaixo segue uma lista para os 3 maiores grupos étnicos do Brasil

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