Obesidade Infantil, Brasil Pode Alcançar EUA

sexta-feira, setembro 5th, 2008

As crianças e adolescentes brasileiros estão chegando perto dos americanos da sua faixa etária em índices de obesidade e, se não se cuidarem, poderão se tornar os novos gordinhos do século 21, indica um estudo inédito de pesquisadoras da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

O trabalho do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Uerj analisou 260 alunos de 10 a 19 anos de uma escola pública no Rio de Janeiro e verificou que 15,6% estavam acima do peso recomendado para a sua faixa etária e 11,7% já poderiam ser consideradas obesos. Nos Estados Unidos, 17% estão nessa situação, embora essa categoria não seja adotada.

“Em uma geração, essa situação já pode estar muito parecida com a dos Estados Unidos”, afirma a médica de família Débora Teixeira, uma das autoras do estudo. “Nossos padrões alimentares copiam muito o dos americanos: muito açúcar, muito carboidrato.”

No Brasil, uma criança tem excesso de peso quando está acima do percentil 85 da curva d

e índice de massa corporal ideal (IMC) para a sua faixa etária; para ser considerado obeso, é preciso ultrapassar o percentil 95.

EUA

Nos Estados Unidos, o Centro para Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) só considera acima do peso quem estiver no percentil 95.

Mas especialistas como o pediatra Mark Jacobson, da Associação Americana de Pediatria, já consideram a saúde de uma criança comprometida no percentil 85.

Segundo Jacobson, se o cálculo incluísse o percentil 85, no Estado de Nova York, por exemplo, 42% das crianças já poderiam ser consideradas com “excesso de peso”. No caso da escola de Vila Isabel analisada pela Uerj, por exemplo, crianças acima do peso e obesas somam 27,3%.

Teixeira diz que o estudo da Uerj retrata uma realidade específica, de uma escola urbana freqüentada por alunos da classe C, mas indica um quadro observado com cada vez mais freqüência

no país.

Situação “grave”

O endocrinologista Walmir Coutinho, presidente da Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade, ressalta que, embora o Brasil esteja atrás dos Estados Unidos, o problema tem piorado tanto que, se nada for feito, o país pode caminhar para uma situação “até mais grave” do que a americana.

“Nós ainda estamos passando por uma mudança, com aumento do acesso a TV, automóvel e telefone. Nos Estados Unidos, eles já passaram por isso há 40 anos.”

Jacobson também vê o risco de o Brasil seguir o caminho dos seus compatriotas. “Há semelhanças: as crianças estão mais urbanas, há menos oportunidades para atividades físicas, o fast-food está se disseminando”, diz o pediatra, que já fez diversas palestras sobre o assunto no Brasil.

Uma criança obesa não só tem mais chances de se tornar um adulto obeso como aume

nta as suas chances de desenvolver doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.

“É muito assustador porque a quantidade de pessoas que têm já problema de pressão, obesidade, diabetes é muito grande”, afirma a médica Maria Inez Padula Anderson, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e uma das autoras do estudo.

Além dos problemas físicos, a criança tende a enfrentar problemas de auto-estima que podem dificultar os seus relacionamentos e aprendizado escolar, acrescenta Débora Teixeira.

Família

O fato de as crianças que participaram do estudo serem de classe média/classe média baixa também é interpretado pelos pesquisadores como um sinal de que pelo menos hoje no Brasil não é preciso ser rico para comer demais.

Na realidade, segundo Teixeira, a pobreza pode ser “um fator de risco” para a obesidade, já que os alimentos mais baratos hoje em dia são os industrializados, com alto índice de açúc

ar e gordura.

Para a médica, mais acostumado a debater problemas como a fome e a desnutrição, o Brasil ainda precisa acordar para a complexidade do problema de obesidade.

“A consciência de que a obesidade é uma doença, um problema de saúde grave, é recente, não tem mais de dez, 15 anos”, diz a pesquisadora. “O povo brasileiro tem uma preocupação grande com a estética, mas falta compreender o problema do ponto de vista da saúde.”

Nota do Blog

Mais uma pesquisa mostrando que um dos principais problemas do Brasil não é a desnutrição e fica cada vez mais evidente que a obesidade cresce assustadoramente em nosso país.

Até quando nossos políticos vão tentar encobrir esta situação?  Acredito que nós podemos e devemos exigir deles, melhores programas educacionais e fácil acesso a informações sobre como providenciar uma alimentação mais nutritiva e saudável.

Fonte: BBC Brasil

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Sem $$$ pro Viagra? Coma Melancia

quinta-feira, setembro 4th, 2008

Agora você não vai ter mais desculpa para não comer frutas, pois além de gostosa e refrescante, a melancia contém substancias que atuam como se fosse viagra e também pode aumentar a sua libido.

Imagem SXC

“Quanto mais nós pesquisamos sobre a melancia, realizamos o quanto esta fruta é sensacional em prover nutrientes naturais para o corpo humano”, disse Dr. Bhimu Patil, diretor do Texas A&M’s Fruit and Vegetable Improvement Center.

As substancias benéficas encontradas na melancia, frutas e legumes são conhecidos por phytonutrientes, compostos naturais que são bio-ativos ou capaz de criar reações benéficas ao reagir em nosso corpo, disse Patil.

Na melancia esta incluído o licopeno, beta-carotina e Citrulina. Os cientistas sabem que ao se consumir melancia, a citrulina é convertida por algumas enzimas em arginina, que é um aminoácido que interage maravilhosamente com o coração e a circulação o que ajuda a manter o seu sistema imune.

“A arginina aumenta o óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), o que resulta em um relaxamento dos vasos sangüíneos, que é exatamente o principio básico do viagra”.

“Nós sempre soubemos que a melancia é uma fruta que traz muitos benefícios, mas esta lista sempre esta crescendo com a cada nova pesquisa”.

Nota do Blog

A cada dia me convenço mais que ao se consumir produtos naturais podemos prevenir inúmeras doenças, este é mais um exemplo de que ao invés de procurarmos as respostas em produtos químicos, podemos acha-las no supermercado ou na vendinha do nosso bairro.

Não é a toa que a cada dia descobrimos novas evidencias em que produtos naturais trazem enormes benefícios a nossa saúde, mas infelizmente do jeito que a nossa sociedade foi construída este tipo de pesquisa não é muito divulgado ou não recebe recursos para ser estudado em mais profundidade.

Contudo agora que você já sabe essa boa notícia, por que não pedir ao seu parceiro(a) que em seu próximo encontro traga alguns pedaços de melancia? Não tenho duvida que vocês não irão se arrepender. ;)

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Propagandas, igual a alimentos pouco saudáveis

quinta-feira, setembro 4th, 2008

Fast-food, guloseimas, sorvetes, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos de pacote, biscoitos doces e bolos – ou seja, bebidas e comidas com alto teor de gorduras, sal e açúcar – representam 72% do total de anúncios de alimentos veiculados na TV brasileira. Esta foi a principal conclusão da pesquisa divulgada, dia 26 de junho, por pesquisadoras da Universidade de Brasília. O trabalho (Pesquisa de Monitoração de Propaganda de Alimentos Visando à Prática da Alimentação Saudável), que levou um ano para ser concluído, teve financiamento do Ministério da Saúde e CNPQ.

Foram analisadas 128.525 peças publicitárias, num total de 4.108 horas de programação, além de 18.689 anúncios em revistas. Publicações infantis, para adolescentes e mulheres são as que divulgam com maior freqüência a publicidade de alimentos, especialmente os industrializados.

A coordenadora-geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcellos, comenta que “o público infantil é o mais vulnerável aos apelos promocionais, não só porque define a compra da família, mas também porque é o consumidor do futuro”. Segundo ela, “a propaganda influencia as escolhas alimentares e, por isso mesmo, é preciso estar atento a ela quando se define planos e estratégias de promoção da alimentação saudável”.
Ana Beatriz Vasconcellos afirma que a alimentação do brasileiro está se tornando problemática. “Isso é percebido pelo elevado número de doenças crônicas no país: 60% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) são gastos com o tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, doenças coronarianas etc, que têm na alimentação um fator de risco”.

Representantes do governo, da sociedade civil, Ministério Público e instituições de ensino superior reuniram-se, no mesmo dia 26 de junho em que a pesquisa foi divulgada…Cogita-se, entre outras medidas, a proibição de veiculação de propaganda destes alimentos das 6 às 21 horas.

A nutricionista Mônica Beyruti, do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), comenta…o mais importante ainda é conscientizar a população sobre os malefícios trazidos pela alimentação desequilibrada. E isto deve ser feito desde cedo, com as crianças.

“O mais importante seria mudar a maneira de preparar os alimentos e não comprar aqueles direcionados ao público infantil com densidade calórica alta, como biscoitos recheados, salgadinhos, chocolates e doces”, segundo João Eduardo Salles, membro da ABESO e coordenador do site da entidade.

Nota do Blog

Não é novidade para ninguém que a maioria dos produtos veiculados em propagandas não sejam os mais saudáveis, porém eu fiquei chocado com a porcentagem (72%) com que estes produtos dominam o espaço publicitário.

Muitos dizem que propaganda é para informar os consumidores, mas isso é balela, propaganda só tem um único propósito que é vender o produto que se está anunciando, ou você pensa que uma companhia vai gastar R$ 170.000,00 (30 segundos – horário nobre Globo – 2006) só para informar que produto x acabou de ser lançado.

Para variar nosso governo sempre tenta achar uma solução da maneira mais fácil possível, porém nós nunca vemos um plano mais amplo de ação contra os problemas que o povo brasileiro enfrenta.  São sempre as mesmas ações de proibição e nunca medidas pro-ativas que neste caso poderiam ser uma melhor educação nas escolas e dispor informações sobre alimentos aos pais das crianças para que essa educação seja continua, pois nossos hábitos, nos aprendemos em casa.

Fonte ABESO

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Acabou de Fazer Exercícios? Beba uma Cerveja para Hidratar

quarta-feira, setembro 3rd, 2008

Imagems SXC

Mais uma grande descoberta de nossos grandes cientistas, desta vez a boa notícia vem da Espanha através do Prof. Manuel Garzon da Universidade de Granada.

Os pesquisadores espanhóis alegam que as bolhas de gás carbônico da cerveja dão um maior poder de satisfação em relação a sede e que os carboidratos contidos na cerveja ajudam na recuperação das calorias perdidas.

O estudo foi feito com um grupo de estudantes que foram expostos a temperaturas de até 40ºC enquanto faziam exercícios. Ao término das atividades físicas, para metade do grupo foram destinados um copo grande (aproximadamente 570 ml) de cerveja a para o restante a mesma quantidade de água.

Segundo Prof. Garzon os resultados apontaram uma pequena vantagem em relação a hidratação para o grupo que consumiu cerveja.

De acordo com Juan Antonio Corbalan, ex-cardiologista do Real Madrid e da seleção nacional de basquete da Espanha, a cerveja é um líquido perfeito para reidratação no pós exercício.

Nota do Blog

O estudo foi feito com apenas um pequeno e seleto grupo de pessoas, não especificando a idade, condição física e nem o número de participantes. É bom destacar que as condições em que os participantes foram impostas eram extremas, aproximadamente de 40ºC, o que torna a atividade física muito mais desgastante e gera uma maior perda de líquidos.

Infelizmente para nós gordinhos não foi constatado que os participantes perderam algum peso e que o objetivo do estudo era só sobre a reidratação do corpo.

Mas vale destacar que uma cervejinha depois de uma longa e cansativa atividade física feita em um dia muito quente é bom demais ;)

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GAP Retira Números XXG das Lojas

terça-feira, setembro 2nd, 2008

A loja de roupas GAP decidiu que a partir da primavera de 2008 suas lojas nos Estados Unidos não irão ter mais a opção XXG, de acordo com um comunicado da própria empresa.

Nós decidimos de não mais oferecer o número XXG nas lojas e oferecer mais unidades nos números médios e grandes, que são nossos tamanhos mais populares…A decisão é parte de nossos esforços para controlar o inventário.

Se você usa XXG e a GAP é a sua loja favorita, você ainda tem a opção para comprar online que ainda carrega os números XXG, porém de acordo com um porta voz da empresa, a GAP vai manter a sua decisão de não oferecer estes números em suas lojas.

No geral, a maioria dos nossos clientes apreciou o fato de que nós oferecemos mais números nos tamanhos médios ou grandes em nossas lojas.

Nota do Blog

Acreditamos que esta decisão é puramente econômica e nada tem a ver com o controle de estoques em suas lojas.

Afinal uma companhia que usa e abusa do trabalho barato em países como El Salvador para fabricar suas roupas, vai querer ter o máximo de lucro possível e como uma camisa XXG usa muito mais tecido do que uma média e ambas são vendidas ao mesmo preço, não temos dúvida do porque desta decisão.

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