Conheça algumas das principais razões para a falta de energia

quarta-feira, agosto 5th, 2009

falta-energia

Um dos problemas mais comuns é a falta de energia no dia-a-dia e, durante a minha experiência clinica, eu posso apontar três principais razões para isso.  Abaixo segue 3 dicas de como melhorar a disposição e passar o dia com mais ânimo.

1º problema: Escolher os lanches errados

Os doces nos dão uma “alta de energia” falsa, seguida de uma queda brusca. Nosso corpo manda uma grande quantidade de açúcar para os músculos, deixando com baixa glicose no sangue, o que sinaliza ao cérebro a necessidade de mais ingestão de açúcar.

Sugestão: nos intervalos das refeições coma duas colheres de sobremesa de oleaginosas com cereais integrais

2º problema: não dormir

Um problema comum é ficar se revirando na cama, especialmente quando há algum tipo de luminosidade no ambiente.

Sugestão: compre uma máscara de dormir. A claridade atrapalha a produção de melatonina. Ache uma máscara que se acomode bem em seu rosto e aproveite os resultados.

3º problema: respiração incorreta

É difícil respirar corretamente em frente ao computador, ou quando se está tenso.

Sugestão: Pare algumas vezes no dia e se concentre em sua respiração abdominal e não pulmonar. Faça 10 vezes o ciclo de inspiração e expiração desta maneira. A inspiração correta ajuda a limpar os pensamentos devido a eliminação de gás carbônico.

dra-daniela-jobst-nutricionista-funcional

Dra. Daniela Jobst é nutricionista e Pós Graduada em Nutrição Clínica Funcional e Bioquímica do Metabolismo pela VP/Consultoria Nutricional/Divisão de Ensino e Pesquisa, Especialista em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e do Instituto de Medicina Funcional dos EUA.
Atualmente atende em consultório particular em São Paulo.
Site: www.nutrijobst.com

Acompanhe o Blog

Me siga no Twitter Receba as últimas notícias no seu email Assine o nosso RSS Visite o meu perfil no Orkut

Dieta dissociada

quarta-feira, janeiro 14th, 2009

Imagens SXC

dieta-dissociada

A mistura de proteínas e carboidratos na mesma refeição pode causar efeitos desagradáveis como sensações de mal-estar e cansaço, falta de energia e metabolismo lento. A dieta dissociada prega que essa combinação não seja feita, pois pode ser maléfica para o organismo, devido a fermentação que estimula a liberação de toxinas nocivas para o corpo e faz com que o aparelho digestivo fique sobrecarregado. A dieta proposta pelo pesquisador Dr. João César castro Soares e muitos outros títulos internacionais vem trazendo muitos resultados positivos na questão da obesidade.

Além das sensações já citadas acima, é comum ter como resultado da mistura de proteínas e carboidratos, o armazenamento de gordura no organismo. Isto ocorre, pois esta combinação imprópria aumenta a liberação do hormônio insulina que é responsável por inativar a enzima lípase (responsável pela metabolização da gordura) que quebram a gordura, isto é, aumenta o deposito de gordura corporal. Já a combinação de alimentos dissociados como consumir apenas vegetais com carboidratos ou vegetais com proteínas, é benéfica, pois não há fermentação, o que é mais saudável e auxilia na perda de peso mais facilmente.

A dieta dissociada propõe começar o dia com os carboidratos para o fornecimento de energia, provinda de alimentos energéticos como pães integrais, cereais, frutas, suco de frutas. Além da energia estes alimentos são fontes do aminoácido muito requisitado, o triptofano, que é um precursor do neurotransmissor serotonina, conhecido como hormônio da felicidade e bem-estar.

Nos intervalos prefira carboidratos como frutas, sucos, cereais, barra de cereais etc.

A dica no almoço é comer alimentos que dão energia e possuem um moderado índice glicêmico como arroz integral, arroz selvagem, quinua, batata doce, mandioca, farinhas, macarrão integral, que contem carboidratos e deixar para o jantar as proteínas, que podem ser encontradas em carnes brancas, vermelhas e ovos.

A dieta dissociada também tem como premissa, os intervalos entre as refeições, que devem ser de 4 horas após o almoço e o jantar e de 2 horas entre os lanches, pois dessa forma a digestão não é prejudicada e não há fermentação e nem a diminuição do ritmo do metabolismo.

Portanto se você almoçou às 12h, seu próximo lanche só deve ser às 16h, e um outro lanche às 18h00. Seguindo este modelo, se o jantar for às 19/20h, um lanche leve por ser feito por volta das 23h ou meia noite.

dra-daniela-jobst-nutricionista-funcional

Dra. Daniela Jobst é nutricionista e Pós Graduada em Nutrição Clínica Funcional e Bioquímica do Metabolismo pela VP/Consultoria Nutricional/Divisão de Ensino e Pesquisa, Especialista em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e do Instituto de Medicina Funcional dos EUA.
Atualmente atende em consultório particular em São Paulo.
Site: www.nutrijobst.com

Acompanhe o Blog

Me siga no Twitter Receba as últimas notícias no seu email Assine o nosso RSS Visite o meu perfil no Orkut

Exercício e Emagrecimento: mitos e verdades

quinta-feira, setembro 11th, 2008

A construção dos mitos em torno desta questão é sustentada por 3 alicerces, o primeiro seria a dificuldade no entendimento dos sistemas de transferência de energia no organismo, o segundo seria a interpretação equivocada de alguns resultados de pesquisas científicas e o terceiro é o empirismo que norteia a prática da atividade física.

Muitos indivíduos ainda acreditam que o exercício é mais eficiente para promover emagrecimento é aquele que apresenta as características ajustadas para “queimar gordura”, ou seja baixa intensidade, permanecendo dentro da freqüência cardíaca alvo (60-75% da freqüência cardíaca máxima) e longa duração. Nesse sentido, o exercício ideal seria o exercício aeróbio leve e moderado. Nisso, reside um grande engano. É importante destacar que o tipo de substrato energético (ou seja o combustível utilizado, exemplo: carboidrato ou gordura) durante o exercício não é o fator que determina o emagrecimento.

Observe como a visão do “tipo de combustível utilizado” durante o exercício gera confusão. A porcentagem de gordura oxidada é maior em um exercício leve (40% da capacidade aeróbia máxima) em comparação ao uso do mesmo substrato em um exercício de moderato para intenso (70% da capacidade aeróbia máxima). Porém, se avaliar em termos de gramas de gordura oxidada por minuto, praticamente não há diferença entre as duas intensidades de exercício (Howley et al., 1997).

Uma pesquisa realizada em 1996 também traz resultados interessantes. Neste estudo foram comparadas 2 sessões de exercício em bicicleta ergométrica de intensidade e duração diferentes (50% da capacidade aeróbia máxima por 120 minutos versus 100% da capacidade aeróbia máxima por 120 minutos, sendo que 2 minutos de trabalho por 2 minutos de descanso caracterizando um exercício intervalado intenso) (Treuth et al,. 1996). Foi constatado que durante o exercício moderado, o principal combustível realmente era gordura.

Já no exercício intervaldo intenso foi o carboidrato (glicogênio-glicose). Entretanto, passadas 24 horas do término do exercício o total de gordura (valor absoluto em gramas) utilizada com fonte de energia foi semelhante nas 2 situações. Outra pesquisa recente realizada em 2002 demonstrou que exercícios com intensidades diferentes (70% x 40% da capacidade aeróbia máxima), porém com o mesmo gasto calórico (400 Kcal), não apresenta diferença na queima de gordura após 24 horas da realização do mesmo (Melanson et al., 2002).

É claro que realizar exercício em uma intensidade mais elevada requer uma série de adaptações sistêmicas, que a maioria dos iniciantes não apresentam. Portanto, neste caso, o recomendado é se exercitar em uma intensidade moderada, permitindo que desta forma, a duração da atividade se estenda, maximizando o gasto calórico! Dessa forma, quando o assunto é emagrecimento o importante não é o tipo de combustível utilizado.

O diferencial é promover o maior gasto de calorias no exercício e garantir que este desequilíbrio energético não seja totalmente restabelecido. As pessoas se esquecem que engordar decorre do fato da energia que “entra” no organismo ser maior que a energia necessária para manutenção das funções corporais (independente dos fatores presentes nos dois lados da equação – ingestão x gasto).

Uma das dificuldades de abandonar a idéia de que o importante é queimar gordura durante o exercício decorre do desconhecimento de que nossa composição corporal não muda de um dia para o outro (Westerterp, 1998). Para emagrecer é importante que o exercício, independente do tipo, promova um “déficit” energético ao longo das 24 horas do dia (na realidade ao longo de vários dias) (Melanson et al., 2002). Se o sistema de controle do peso corporal perceber que a tendência do organismo é gastar mais energia do que recebe, ele é obrigado a usar suas reservas de energia (ou seja, a queima de gordura acaba ocorrendo, mas em um outro momento).

Nota do Blog

Texto bem interessante escrito pelos Prof. Dr. Marcelo Saldanha Aoki e Prof. Dr. Reury Franl P. Bacurau e mostra que diferentes tipos de exercícios tem resultados semelhantes e fica mais uma vez provado que se você não gastar mais calorias do que consumir, não importando qual atividade física que você faça, fica difícil perder peso.

Fonte: educacaofisica.org

Blog Widget by LinkWithin

Acompanhe o Blog

Me siga no Twitter Receba as últimas notícias no seu email Assine o nosso RSS Visite o meu perfil no Orkut
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline