Novo estudo comprova relação de excesso de peso com câncer

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

obesidade-cancer

Um recente relatório da Organização Mundial de Saúde (WHO) – “Obesidade: Prevenindo a Epidemia Global” – chamou a atenção para o problema que mais assusta médicos e pesquisadores em relação ao excesso de peso, ou seja, a estreita relação da obesidade com outros problemas crônicos como o diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Com relação ao câncer, estudos anteriores já tinham demonstrado que a obesidade e até mesmo o sobrepeso poderiam causar a doença em mama e cólon. Agora, um novo estudo conduzido pela “British Medical Association – University of Manchester” e “University of Bern” – Suíça, divulgado esta semana, sugere que a obesidade pode também causar outros tipos de câncer, tais como os de esôfago, tireóide, rim, útero e bexiga.

A pesquisa avaliou dados de 141 estudos anteriores e incluiu 280.000 casos dos Estados Unidos e Europa. O objetivo do estudo era encontrar uma relação entre o Índice de Massa Corporal e o risco de câncer.

Homens com 15kg acima do peso normal

- Aumento de 52% do risco de câncer de esôfago, 33% para câncer de tireóide e 24% para câncer de cólon e rim.

Mulheres com 13kg acima do peso normal

- Mulheres com13kg acima do peso normal mostraram um risco de 62% para câncer de útero e bexiga, 51% para câncer de esôfago e 34% para câncer de rim.

Os pesquisadores não sabem ainda quais são os mecanismos exatos pelos quais a obesidade leva ao câncer. Há algumas hipóteses que necessitam de mais estudos, mas o mecanismo mais provável, defendido por muitos estudiosos, é aquele em que as células gordurosas afetam negativamente a regulação hormonal.

Isto poderia aumentar o risco de diferentes tipos de câncer.

Além disso, os especialistas garantem que a obesidade promove naturalmente um meio favorável para o desenvolvimento de tumores, uma vez que as células, incluindo as cancerígenas, crescem mais facilmente quando a quantidade de calorias no organismo é abundante.

Fonte: Vya Estelar

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O banco dos gordinhos do metrô de São Paulo

terça-feira, abril 28th, 2009

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Ninguém engorda por excesso de caloria

sexta-feira, abril 10th, 2009

Imagem SXC

ovo-frito

“Ninguém engorda por excesso de caloria. Se fosse assim não teriam pessoas que se entopem de comer porcarias e não engordam. A gente engorda por um desequilíbrio hormonal”.

A afirmação acima é do estudioso sobre alimentação Leandro Zanutto, que há dez anos pesquisa engenharia biomédica para investigar as respostas orgânicas que os alimentos provocam.

As velhas dietas que levam em consideração os valores calóricos dos alimentos são “vazias”, na opinião de Zanutto. “Tudo no seu corpo funciona de acordo com os hormônios. Eles são a chave para o funcionamento do organismo. Então, se eles estiverem desequilibrados, todo o resto vai estar também”, explica.

Outra frase interessante de Zanutto: “Sou contra o consumo de leite. O ser humano não foi feito para tomar leite, ainda mais de outra espécie. Nem o bezerro toma leite da própria mãe depois que cresce. São mais do que conhecidos os efeitos alérgicos do leite”.

Segundo o pesquisador, apesar de o leite ser uma boa fonte de cálcio, ele deve ser ingerido através de outras fontes de alimento como por exemplo: amêndoas, brócolis, couve-manteiga, castanha do pára. Zanutto sugere que o leite deve ser consumido apenas fermentado, na forma de iogurte ou queijos bem curados. De acordo com o Ministério da Saúde 56% da população consome leite integral, que contém um alto teor de gordura.

O pesquisador também critica a pirâmide alimentar sugerida pelo Ministério da Saúde que é formada por 70% de carboidratos e 30% de proteínas. “A alimentação do brasileiro é riquíssima em carboidrato, a cesta básica inclui uma latinha de atum que não dá nem para o consumo diário de proteína para uma pessoa. E entre carboidrato, proteína e gordura, o carboidrato é o que a pessoa menos precisa em termos nutricionais. Não em termos energéticos, em termos nutricionais”, explica Zannuto.

Zanutto ressalta que a alimentação deve ser voltada para o equilíbrio hormonal. Para isso, é necessário adotar uma dieta em que as proporções de carboidratos, proteínas e gorduras sejam mais equilibradas, e lembrar que frutas e hortaliças também são carboidratos.

Para ele, a diminuição na ingestão de carnes com gordura, observada pelo ministério por meio da pesquisa Vigitel, feita em todas as capitais com pessoas adultas, não é um fator que vá necessariamente ajudar na queda da obesidade – doença que já atinge 13% da população. “A queda no consumo de carnes gordurosas pode ser considerado um avanço sim, porque essa gordura não vai trazer benefícios diretos para o organismo, e esse consumo excessivo pode ser prejudicial porque a gordura poderá colar no interior das artérias. Mas não é de todo ruim o consumo de gorduras com as carnes, porque alguns tipos de gorduras estimulam a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa coma menos”, explica Zanutto.

O pesquisador ressalta ainda que o consumo de gordura não está diretamente ligado à obesidade. “Acharam um vilão para a obesidade e tentam associar isso à gordura, sendo que comer gordura não te faz mais gordo, não necessariamente vai aumentar seu colesterol. O consumo de carboidrato com toda certeza está mais relacionado ao excesso de peso e obesidade”.

Para finalizar, Zanutto também critica a comum substituição do açúcar pelo adoçante. Segundo ele, nenhum dos dois faz bem, mas o aspartame – uma das substâncias que dá o efeito adocicado na maior parte dos adoçantes – é muito mais prejudicial à saúde. Assim, segundo o pesquisador, o ideal é que as pessoas deixem de usar os dois e passem a consumir os alimentos naturalmente doces, como as frutas. “A maioria das frutas já é adoçada naturalmente, mas o paladar já está tão viciado pelo açúcar dos produtos industrializados que as pessoas não sentem o gosto”.

Fonte: O DIA <online>

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