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Conheça um pouco a mais sobre os ingredientes da Coca-Cola e de outros alimentos industrializados

Imagens Coca-Cola Brasil

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Ingredientes da Coca-Cola
água gaseificada, açúcar, extrato de noz de cola, cafeína, corante caramelo IV, acidulante INS 338 e aroma natural.
Ingredientes da Coca-Cola Light
água gaseificada, extrato de noz de cola, cafeína, aroma natural, corante caramelo IV, acidulante ácido fosfórico, edulcorantes artificiais: aspartame (24 mg) e acessulfame de potássio (16 mg) por 100 ml, conservador benzoato de sódio, regulador de acidez citrato de sódio.
Ingredientes da Coca-Cola Zero
Água gaseificada, extrato de noz de cola, cafeína, aroma natural, corante caramelo IV, acidulante ácido fosfórico, conservador benzoato de sódio, regulador de acidez citrato de sódio e os seguintes edulcorantes artificiais: ciclamato de sódio 24mg/100ml, acessulfame de potássio 15mg/100 ml e aspartame 12mg/100ml.

Mas o que significa?

Para conseguir a praticidade e durabilidade dos produtos, os fabricantes se utilizam de milhares de aditivos químicos, que, na grande maioria das vezes, não fazem bem à saúde de quem os consome com freqüência. O uso desses produtos químicos deve ser discriminado nas embalagens dos alimentos. O nome de muitos desses produtos químicos vêm codificados, talvez para que o consumidor não se assuste ao ler estas informações do rótulo. Portanto, é uma questão de escolher entre o aspecto saudável dos alimentos “in natura”, e a praticidade dos alimentos artificiais e/ou industrializados.

Os produtos químicos encontrados com maior freqüência nos alimentos industrializados são:

  • Corantes
  • Aromatizantes
  • Conservantes
  • Antioxidantes
  • Estabilizantes
  • Acidulantes

Conheça melhor esses aditivos químicos:

Corantes
A função dos corantes é “colorir” os alimentos, fazendo com que os produtos industrializados tenham uma aparência mais parecida com os produtos naturais e mais agradável, portanto, aos olhos do consumidor. Eles são extremamente comuns, já que a cor e a aparência tem um papel importantíssimo na aceitação dos produtos pelo consumidor. Uma gelatina de morango, por exemplo, que fosse transparente não faria sucesso. Um refrigerante sabor laranja sem corantes ficaria com a aparência de água pura com gás, o que faria que parecesse mais artificial, dificultando sua aceitação. É inegável que uma bebida com sabor de laranja e com cor de laranjada é muito mais agradável de se beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.

Os corantes são encontrados na grande maioria dos produtos industrializados, como as massas, bolos, margarinas, sorvetes, bebidas, gelatinas, biscoitos, entre outros.

Aromatizantes
Os aromatizantes tem por função dar gosto e cheiro aos alimentos industrializados, realçando o sabor e o aroma. Assim como os corantes, os aromatizantes também fazem com que os alimentos industrializados se pareçam mais com os produtos naturais, pois como já foi dito, isso é essencial na aceitação do produto pelo consumidor.

Informar que um salgadinho artificial de milho tem sabor e cheiro de presunto ou de churrasco faz com que ele seja mais aceitável, já que o consumidor vai reconhecer naquele produto um sabor que ele já conhece, de algum outro produto não industrializado que ele já comeu, causando a falsa impressão de que o produto não é tão artificial assim.

Muitos alimentos não possuem em sua composição as frutas que as embalagens anunciam, mas apenas aromatizantes que lhes imitam o sabor e aroma. São encontrados em sopas, carnes enlatadas, biscoitos, bolos, sorvetes, entre outros.

Conservantes
Ao contrário dos corantes e aromatizantes, os chamados conservantes não possuem função de fazer com que os produtos industrializados pareçam ser o que na realidade não são, ou seja, naturais. Sua meta é evitar a ação dos microorganismos que agem na deterioração dos alimentos, fazendo com que durem mais tempo sem estragar.

É possível reconhecer o uso de conservantes na composição dos produtos a partir da leitura dos rótulos das embalagens. Eles são caracterizados pelos códigos P1 a P10. São encontrados em refrigerantes, concentrados de frutas, chocolates, sucos, queijos fundidos, margarinas, conservas vegetais, carnes, pães, farinhas e em milhares de outros alimentos industrializados.

Antioxidantes
Assim como os conservantes, os antioxidantes procuram manter os alimentos em boas condições de consumo por mais tempo. Eles tem sua principal aplicação em óleos e gorduras, impedindo ou retardando sua deterioração, evitando a formação de “ranço” por algum processo de oxidação.

Podem ser encontrados em sorvetes, leite em pó instantâneo, leite de côco, produtos de cacau, conservas de carne, cerveja, margarina, óleos e gorduras em geral, farinhas, polpa e suco de frutas, refrescos e refrigerantes.

Estabilizantes
São utilizados para manter a aparência dos produtos, tendo como principal função estabilizar as proteínas dos alimentos. É possível identificá-los nos rótulos das embalagens pelos códigos ET1 até ET29.

Acidulantes
São utilizados principalmente nas bebidas com função parecida com a dos aromatizantes.

Os acidulantes podem modificar a doçura do açúcar, além de conseguir imitar o sabor de certas frutas e dar um sabor ácido ou agridoce nas bebidas.

Também aparecem codificados nas embalagens, sendo reconhecidos pela letra H. São encontrados nos sucos de frutas e refrigerantes, entre outros.

Fontes: Coca-Cola Brasil, Consumidor Brasil

Propagandas, igual a alimentos pouco saudáveis

Fast-food, guloseimas, sorvetes, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos de pacote, biscoitos doces e bolos – ou seja, bebidas e comidas com alto teor de gorduras, sal e açúcar – representam 72% do total de anúncios de alimentos veiculados na TV brasileira. Esta foi a principal conclusão da pesquisa divulgada, dia 26 de junho, por pesquisadoras da Universidade de Brasília. O trabalho (Pesquisa de Monitoração de Propaganda de Alimentos Visando à Prática da Alimentação Saudável), que levou um ano para ser concluído, teve financiamento do Ministério da Saúde e CNPQ.

Foram analisadas 128.525 peças publicitárias, num total de 4.108 horas de programação, além de 18.689 anúncios em revistas. Publicações infantis, para adolescentes e mulheres são as que divulgam com maior freqüência a publicidade de alimentos, especialmente os industrializados.

A coordenadora-geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcellos, comenta que “o público infantil é o mais vulnerável aos apelos promocionais, não só porque define a compra da família, mas também porque é o consumidor do futuro”. Segundo ela, “a propaganda influencia as escolhas alimentares e, por isso mesmo, é preciso estar atento a ela quando se define planos e estratégias de promoção da alimentação saudável”.
Ana Beatriz Vasconcellos afirma que a alimentação do brasileiro está se tornando problemática. “Isso é percebido pelo elevado número de doenças crônicas no país: 60% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) são gastos com o tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, doenças coronarianas etc, que têm na alimentação um fator de risco”.

Representantes do governo, da sociedade civil, Ministério Público e instituições de ensino superior reuniram-se, no mesmo dia 26 de junho em que a pesquisa foi divulgada…Cogita-se, entre outras medidas, a proibição de veiculação de propaganda destes alimentos das 6 às 21 horas.

A nutricionista Mônica Beyruti, do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), comenta…o mais importante ainda é conscientizar a população sobre os malefícios trazidos pela alimentação desequilibrada. E isto deve ser feito desde cedo, com as crianças.

“O mais importante seria mudar a maneira de preparar os alimentos e não comprar aqueles direcionados ao público infantil com densidade calórica alta, como biscoitos recheados, salgadinhos, chocolates e doces”, segundo João Eduardo Salles, membro da ABESO e coordenador do site da entidade.

Nota do Blog

Não é novidade para ninguém que a maioria dos produtos veiculados em propagandas não sejam os mais saudáveis, porém eu fiquei chocado com a porcentagem (72%) com que estes produtos dominam o espaço publicitário.

Muitos dizem que propaganda é para informar os consumidores, mas isso é balela, propaganda só tem um único propósito que é vender o produto que se está anunciando, ou você pensa que uma companhia vai gastar R$ 170.000,00 (30 segundos – horário nobre Globo – 2006) só para informar que produto x acabou de ser lançado.

Para variar nosso governo sempre tenta achar uma solução da maneira mais fácil possível, porém nós nunca vemos um plano mais amplo de ação contra os problemas que o povo brasileiro enfrenta.  São sempre as mesmas ações de proibição e nunca medidas pro-ativas que neste caso poderiam ser uma melhor educação nas escolas e dispor informações sobre alimentos aos pais das crianças para que essa educação seja continua, pois nossos hábitos, nos aprendemos em casa.

Fonte ABESO

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