Tag Archive for ‘nutrigenômica’

Dieta do DNA – [nutrigenômica ou nutrigenética]

dieta-dna-nutrigenomica

Uma maçã por dia pode ser substituída por obscuros compostos moleculares e aminoácidos para afastar doenças, graças a um novo foco de investigação genética: a nutrigenômica ou popularmente conhecida como dieta do DNA.

A nutrigenômica olha o efeito da nutrição sobre as moleculas, ao nível genético. Esqueça a DDR (dose diária recomendada), as orientações gerais destinadas a toda a população. A nova pesquisa genética, em última instância, pode fornecer uma alimentação adaptada à sua composição genética.

A ciência há muito tempo se pergunta qual é a relação entre dieta e o metabolismo. Porque é que algumas pessoas têm uma dieta com alto teor de gordura porém não desenvolve uma doença cardíaca? Por que algumas pessoas com uma dieta moderada na quantidade de gordura, tem colesterol elevado?

Após os trabalhos do projeto genoma humano, os cientistas estarão equipados com as informações para responder a estas perguntas, e os resultados terão implicações fundamentais para a saúde.

Na realidade, o campo é tão promissor que a Universidade Rutgers criou uma posição de professor assistente de nutrigenômica. Dr. Mohammed Rafi atualmente desenvolve a criação de um laboratório de investigação e de uma equipe que irá analisar a dieta e o câncer.

Este é um projeto a longo prazo, mas alguns resultados de campo, serão explorados em um futuro próximo.

“Eu acredito que em cinco anos uma simples análise de sangue permitirá determinar se um indivíduo tem uma tendência a desenvolver doenças cardiovasculares”, disse Nancy Fogg-Johnson, da “Life Sciences Alliance”, que com o colega Alex Meroli, criou o termo nutrigenômica.

Dispositivos do tamanho de um celular já existem para a análise de DNA, que poderia ser utilizado para detectar se uma pessoa tem a susceptibilidade a doenças cardiovasculares.

Mais importante ainda, a nutrigenômica permitirá que esta informação poderá dizer quais alimentos têm um impacto positivo sobre a saúde de cada indivíduo, disse Fogg, Johnson.

A ideia é que os alimentos negativos, tais como gorduras saturadas, poderiam ser substituídos por aqueles que promovem um impacto positivo na redução do colesterol. Como comer aveia, em vez de um bife gorduroso, por exemplo.

Esta conclusão não necessita milhões de dólares para ser descoberta, mas a ciência ainda está no escuro sobre como os alimentos reagem com o corpo no nível molecular. A Nutrigenômica vai ligar os Holofotes.

Embora dietas e o DNA serão inicialmente relacionados de uma maneira ampla, a genética vai desempenhar um papel cada vez mais preciso na saúde preventiva.

Ainda vai levar um tempo, mas Fogg-Johnson diz que eventualmente a nutrigenômica será capaz de descobrir dietas que evitam ou retardam o aparecimento das doenças mais graves e generalizadas de hoje como o câncer ou doenças degenerativas como Alzheimer.

Clique aqui e veja o que a nutricionista Daniela Jobst pensa sobre a nutrigenômica.

Fonte: wired

Gostou deste post? Leia também:

Nutrigenômica: A alimentação baseada no perfil genético

Imagem Brasília em Tempo Real

genetica

Um dos mais recentes estudos na área da nutrição é a nutrigenômica, ou seja, o que você come pode modificar um gene e isso ser passado a outras gerações, o que significa que seus hábitos de vida atuais podem refletir na qualidade de vida de seus netos. Nossas escolhas alimentares podem influenciar a predisposição genética das nossas gerações seguintes.

A Nutrigenômica é a ciência que busca entender como a nutrição compromete o equilíbrio entre a saúde e a doença por meio das mudanças na expressão e/ou da estrutura de um perfil genético individual. De maneira mais simples, pode-se dizer que é o estudo da relação entre o consumo de nutrientes e o código genético.

Cor dos olhos, dos cabelos, altura, formato da orelha, do nariz, cor da pele… Muitas características que distinguem indivíduos uns dos outros são determinadas pela genética.

Estudos já mostram que futuramente poderemos antever o aparecimento de muitas doenças. Conhecendo os nutrientes e seus compostos bioativos, podemos modificar a fórmula genética ou alterar a estrutura do DNA, sabendo que por meio da alimentação podemos desenvolver geneticamente um organismo menos predisposto ao surgimento dessas doenças.

Exemplo disso é o impacto dos flavonóides na prevenção do câncer. Pesquisadores demonstraram pela primeira vez em 1996 que os flavonóides presentes nas frutas cítricas aumentam a expressão dos genes envolvidos no sistema orgânico de defesa contra o câncer.

A nutrigenômica propõe que a alimentação de cada indivíduo seja única e funcional, assim como é o mapa genético de cada ser humano. Alimentos que para um são remédio, para outros são veneno.

dra-daniela-jobst-nutricionista-funcional

Dra. Daniela Jobst é nutricionista e Pós Graduada em Nutrição Clínica Funcional e Bioquímica do Metabolismo pela VP/Consultoria Nutricional/Divisão de Ensino e Pesquisa, Especialista em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e do Instituto de Medicina Funcional dos EUA.
Atualmente atende em consultório particular em São Paulo.
Site: www.nutrijobst.com

Gostou deste post? Leia também:

Qual é o seu alimento?

Imagine ter um menu feito só para você, composto por alimentos que atenderão especificamente às necessidades de seu organismo e de mais ninguém, e que, de quebra, reduzirão bastante sua chance de engordar. Enfim, a dieta ideal. Pode parecer um sonho, mas felizmente não é. Em breve estarão disponíveis regimes de alimentação elaborados sob medida, formulados a partir do perfil genético de cada pessoa. Isso será possível a partir dos conhecimentos gerados por duas recentes linhas de pesquisa da nutrição, a nutrigenômica e a nutrigenética. Ambas têm como objetivo estudar a interação entre os alimentos e os genes humanos. Mas fazem isso por ângulos diferentes. A primeira investiga como os nutrientes influenciam o funcionamento dos genes. A segunda estuda como esses mesmos genes podem afetar a forma pela qual o corpo aproveita a comida. O fato é que, combinadas, as respostas permitirão dizer quais os componentes que efetivamente fazem bem, por que e para quem eles funcionam.

Nota do Blog

Eu peguei este texto da reportagem de capa da revista Isto É da edição do dia 17 de setembro de 2008. Eu escolhi este texto porque tenho alguns pensamentos contraditórios a esta matéria e gostaria de expressar a minha opinião.

Pontos positivos

Acho muito interessante esta parte da medicina que estuda a relação dos alimentos com a sua saúde, acredito que conseguiremos extrair dos próprios alimentos muitas substâncias que auxiliarão em muitos problemas de saúde.

Achei muito interessante em saber que as substâncias não produzem os mesmos efeitos para todos, confesso que era uma informação que eu não conhecia, porém agora que tenho conhecimento disto, confesso que me parece lógico pois cada ser humano é diferente e se compararmos com remédios é a mesma coisa, por exemplo, apesar do Tylenol ser indicado por muitos médicos, eu não posso tomar pois sou alérgico.

Pontos Negativos

Primeiro não acredito em dietas, muitos que seguem este blog já sabem disso, mas dietas que se baseiam puramente em dados técnicos como a reportagem da revista tenta passar que será o futuro eu acredito menos ainda.

No meu caso eu sou pertencente ao grupo dos caucasianos, na tabela (abaixo) contem sardinha que é um peixe que eu não gosto. Se eu for em uma nutricionista e ela insistir que eu coma sardinha porque faz bem ao meu grupo étnico, eu posso tentar por 1,2 ou 3 meses mas vai chegar a um ponto em que eu vou estar de saco cheio da maldita sardinha e é capaz de eu chutar o balde e botar toda a dieta em escanteio por tentar seguir algo que não satisfaça o meu paladar.

Solução

Não acredito que exista alguma solução perfeita, acredito que todas as dietas tem que se adaptar ao seu momento emocional, pois as vezes estamos motivados a seguir uma dieta mais rígida, porém outras vezes necessitamos de algo que seja mais relaxado pois as pessoas querem seguir algo em que elas não se sintam culpadas o tempo todo por comer um doce ou salgado.

Quanto eu mais leio e estudo sobre a obesidade, eu vejo que isto não é somente um problema de más escolhas mas envolve diversos fatores emocionais e psicológicos que muitas pesquisas não contam como um fator determinante.

Eu acredito que a obesidade não pode ser tratada como uma doença em que você toma um remédio ou siga um programa e tudo será resolvido. O fato é que ainda temos que descobrir muitas coisas neste campo e um dos principais problemas é conseguir separar a boa informação dentro deste mercado que está cheio de promessas milagrosas e produtos que tentam se aproveitar do desespero das pessoas que tentam atingir o seu objetivo.

Clique aqui para o ler a matéria na integra

Abaixo segue uma lista para os 3 maiores grupos étnicos do Brasil

Blog Widget by LinkWithin

Gostou deste post? Leia também: