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Ácido fólico reduz risco de Mal de Alzheimer, afirma estudo

Imagens SXC


Substância é encontrada na banana, na laranja e em verduras como o brócolis.

O ácido fólico, substância encontrada na banana, na laranja e em verduras de folhas verdes, como o brócolis, pode diminuir pela metade o risco de uma pessoa desenvolver o Mal de Alzheimer, indica estudo feito nos Estados Unidos.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram dados sobre as dietas de 579 voluntários com 60 anos de idade ou mais, não afetados por demência, entre 1984 e 1991.

Os voluntários foram observados durante até 14 anos. No curso da pesquisa, 57 dos participantes do estudo desenvolveram a enfermidade.

Dose recomendada

A dieta dos voluntários envolveu as vitaminas E, C, B6 e B12, carotenóides e folatos (grupo que inclui o ácido fólico).

Descobriu-se que aqueles que ingeriram a dose diária recomendada de 400 microgramas de folatos tiveram reduzido em 55% o risco de desenvolver o Mal de Alzheimer, em comparação com os que consumiram abaixo daquela quantidade.

Segundo Maria Corrada, uma das responsáveis pela pesquisa, embora os folatos pareçam ser mais benéficos que outros nutrientes, dietas saudáveis em geral podem limitar o risco do Mal de Alzheimer.

Anteriormente, cientistas haviam provado que os folatos diminuem os riscos de defeitos de nascimento. Estudos sugerem que eles também previnem doenças cardíacas e derrames.

Limitações

Uma das limitações do estudo americano, de acordo com os pesquisadores, é a falta de diversidade na educação e origem étnica dos voluntários, que eram principalmente brancos e com formação educacional avançada.

Portanto, dizem, os resultados não podem ser generalizados a outras populações.

O estudo americano reforça indicações anteriores de que os folatos reduzem os riscos do Alzheimer?, afirmou Suasanne Sorensen, chefe de pesquisa da Sociedade de Alzheimer da Grã-Bretanha.

Na Grã-Bretanha, estima-se que em média cada pessoa consome diariamente por volta de 200 microgramas de ácido fólico, metade da quantidade recomendada.

Nota do Blog

Mais um estudo comprovando que se alimentar com produtos naturais e frescos é muito melhor para a sua saúde do que utilizar produtos industrializados.

O que me preocupa no Brasil é a grande industrialização dos alimentos em geral, fico impressionado com a quantidade de frutas e verduras que vem cortados pela metade e pré-embalados.

Também esta cada vez mais difícil de encontrar produtos que vem da região do seu estado, principalmente em supermercados onde a tendência é cada vez mais se tornar um lugar de produtos enlatados e congelados.

Fonte: ABN

Obesidade nem sempre faz mal à saúde, diz estudo

Dois estudos publicados nesta segunda-feira pela revista especializada Archives of Internal Medicine afirmam que nem toda obesidade significa problemas de saúde, e que é possível ser obeso e saudável.

Segundo um dos estudos, liderado pelo médico Norbert Stefan, da Universidade de Tubingen, na Alemanha, é possível ser obeso mas não apresentar resistência à insulina nem sinais de arterioesclerose precoce – que sinalizariam problemas cardíacos e risco de diabetes do tipo 2.

No estudo, Stefan e sua equipe analizaram a gordura de 314 pessoas, divididas em quatro grupos: com peso normal, acima do peso (com índice de massa corporal até 29,9), obesos sensíveis à insulina e obesos resistentes à insulina.

Os cientistas mediram a gordura corporal, visceral, (em torno do abdômen) e subcutânea, com exames de ressonância magnética, e ainda mediram os níveis de gordura no fígado e nos músculos.

Eles concluíram que, enquanto a gordura abdominal é um forte indicativo de resistência à insulina (um dos sinais de risco da diabetes) nos pacientes de peso normal, ou acima do peso, ela não tem tanta importância para determinar os riscos dos pacientes obesos.

Enquanto que os dois grupos de obesos apresentavam semelhantes níveis de gordura abdominal, o grupo resistente à insulina apresentou níveis de gordura muscular e no fígado muito mais altos do que os obesos sensíveis à insulina, que não apresentam maiores riscos de saúde.

Saudáveis

Os cientistas concluíram ainda que entre os obesos sensíveis à insulina, o nível de sensibilidade era equivalente ao dos pacientes com peso normal. Os dois grupos apresentaram também equivalentes espessuras das paredes de suas artérias, afirmando que existe um fenótipo de obesidade benigna.

Stefan afirma que não defende a obesidade, mas sim um exame mais detalhado dos obesos, que meça a gordura no fígado e nos músculos, para identificar os riscos reais.

No outro estudo, a equipe liderada pela médica Rachel Wildman, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, estudou dados de 5.440 pacientes com fenótipos diferentes para medir até que ponto a gordura é fator determinante de problemas de saúde.

O estudo analisou dados coletados entre 1999 e 2004 de pessoas com peso normal, acima do peso e obesas, com e sem anomalias cardio-metabólicas (que incluem pressão alta, nível elevado de triglicerídeos e o chamado “bom colesterol”).

Os resultados mostraram que 23,5% dos adultos de peso normal apresentavam anomalias, enquanto que 51,3% dos adultos acima do peso e 31,7% dos obesos eram saudáveis “metabolicamente”.

Entre os fatores associados aos problemas de saúde dos adultos com peso normal, estavam a idade avançada, baixos níveis de atividade física e maior circunferência da cintura.

Os pacientes obesos e acima do peso que não apresentavam problemas metabólicos tendiam a ser mais jovens, de etnia negra, mas não hispânica, com altos níveis de atividade física e menor circunferência da cintura.

Segundo o estudo, o resultado mostra que há uma proporção considerável de adultos obesos e acima do peso considerados saudáveis, ao mesmo tempo em que uma considerável proporção de adultos de peso normal apresenta problemas de saúde normalmente ligados à obesidade.

A cientista afirma que “são necessários novos estudos sobre mecanismos comportamentais, hormonais, bioquímicos e genéticos que estão por trás dessas diferentes respostas metabólicas ao tamanho do corpo”, e poderão, no futuro, ajudar na criação de métodos para identificar pacientes em risco.

Nota do blog

Muito interessante este estudo e mostra um pouco mais de informações sobre este complicado mundo do “viver saudável”.  Apesar de ser meio redundante dizer que concordo com esta pesquisa, pois é difícil argumentar contra os números, me parece que existe uma certa lógica.

Se pegarmos por exemplo uma pessoa que está acima do peso, porém pratica uma atividade física regularmente ela com certeza vai estar em melhor forma do que uma outra pessoa que não faz nenhum tipo exercício.

Contudo esta pesquisa se baseia no momento atual e não faz nenhuma menção sobre os efeitos do sobrepeso na velhice, onde os efeitos do excesso de peso vão surtir mais efeitos como dor nas costas, juntas e etc.

Fonte: UAI

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