Los Angeles, uma cidade em dieta

Os vereadores da cidade de Los Angeles decidiram por voto unânime a proibição por 1 ano de ser aberto qualquer restaurante do tipo fast-food na parte sul da cidade, onde é notório a grande quantidade destes tipos de restaurante.

Esta medida visa proporcionar a abertura de novos restaurantes mais saudáveis para esta região onde a concentração de obesos é acima da média cerca de 30%, mais do que o dobro da parte oeste (14,1%) e 50% a mais do que na região central (19,1%).

Outro fator importante que levou os políticos a tomarem esta decisão, foi o fato de que na parte sul, os fast-foods representam cerca de 73% dos restaurantes, enquanto na parte oeste é de 42%.

Andrew Pudzer, presidente da rede de restaurantes CKE acredita que os fast-foods estão sendo injustamente perseguidos pois muitos já possuem alternativas saudáveis. “O problema não é onde você come, mas o que você come”, segundo Pudzer.

Nota do Blog

Certo ou errado ao menos é uma tentativa para combater a obesidade. Na minha opinião não acredito que seja eficaz pois as pessoas da região sul de Los Angeles escolhem os fast-foods pois é a alternativa mais barata para se alimentar, diferentemente do Brasil onde as redes de fast-foods são voltadas para as classes media e alta.

O certo na minha opinião seria educar as pessoas através das escolas e centros comunitários o quanto é importante uma alimentação saudável, porém nada disso seria útil se não houver lugares onde as pessoas possam comprar produtos mais saudáveis a um preço que se encaixe no orçamento.

Outra medida importante seria a de que a cidade incentivasse a criação de restaurantes que oferecessem comidas sem um alto teor de gordura e não como os fast-foods que oferecem um ou dois itens. Este incentivo poderia ser na forma de empréstimos com juros baixos e isenções fiscais.

Para concluir eu acredito que na situação atual em que se encontra a sociedade americana, as vezes, medidas drásticas são necessárias mas elas precisam ser acompanhadas por um plano que envolva a sociedade a mudar seus hábitos. Porque medidas isoladas não surtiram efeito e causarão só transtornos para a população, agora se a sociedade brasileira não começar a rever os seus hábitos alimentares, talvez essas medidas serão necessárias no Brasil, se você não sabe o porque, clique aqui ou aqui.

Fonte: CBCNews

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No Responses to “Los Angeles, uma cidade em dieta”

  1. Los Angeles, uma cidade em dieta « Blog da Dieta…

    Os vereadores da cidade de Los Angeles decidiram por voto unanime a proibição por 1 ano de ser aberto qualquer restaurante do tipo fast-food na parte sul da cidade, onde é notório a grande quantidade destes tipos de restaurante.

    Esta medida visa…

  2. Rodrigo Piva disse:

    Concordo contigo, nada melhor que a educação alimentar. E aqui no Brasil nem que quiséssemos (proibir cadeias de fast food) isso aconteceria já que o que vale é o dinheiro pago pelas redes. Saúde? Cada um que se vire.
    Abraços

    (Alex: É verdade Rodrigo, aqui se não bastasse os hospitais públicos ainda vamos ter que piorar muito para que nossa população exija certas atitudes dos nossos políticos)

  3. Alex, concordo com você nos seu comentário. É isso que eu penso também em relação à lei do Alabama, que comentei antes aqui.

    O lance não é punir quem come nessas cadeias, e sim, evitar que continuem mantendo tais hábitos. E a melhor maneira de fazer isso, é frear que tais empresas abram mais franquias.

    E concordo com o Rodrigo, esse tipo de decisão é muito utópica aqui. Nossa elite parda metida a branca vai achar um absurdo que proíbam a inauguração de mais lanchonete na esquina do bairro.

    :p

  4. Ricardo disse:

    Já eu discordo dos comentários anteriores, e penso que a atitude é justa. Em situações extremas, medidas radicais são necessárias. Não adianta pensarmos como brasileiros, nossa situação é muito diferente aqui no Brasil. Nos EUA a obesidade se tornou um problema de saúde pública gravíssimo, e precisa ser enfrentado de forma drástica. Ah e observem que o setor da cidade em que ocorreu a proibição é justamente o mais pobre, portanto são pessoas que realmente sofrem com a obesidade por terem menos escolha. Reeducação alimentar não seria suficiente neste caso, o problema é bem maior do que isto, é de origem social também.

    (Alex: Oi Ricardo eu acredito que a reeducação alimentar resolveria a maioria dos casos porém para que isto dê certo necessitaríamos de tempo que é uma coisa que os políticos não tem pois querem mostrar resultados para se elegerem nas próximas eleições. Obrigado pela participação, um abraço)

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