Textos categorizados ‘energia’

Exercício e Emagrecimento: mitos e verdades

A construção dos mitos em torno desta questão é sustentada por 3 alicerces, o primeiro seria a dificuldade no entendimento dos sistemas de transferência de energia no organismo, o segundo seria a interpretação equivocada de alguns resultados de pesquisas científicas e o terceiro é o empirismo que norteia a prática da atividade física.

Muitos indivíduos ainda acreditam que o exercício é mais eficiente para promover emagrecimento é aquele que apresenta as características ajustadas para “queimar gordura”, ou seja baixa intensidade, permanecendo dentro da freqüência cardíaca alvo (60-75% da freqüência cardíaca máxima) e longa duração. Nesse sentido, o exercício ideal seria o exercício aeróbio leve e moderado. Nisso, reside um grande engano. É importante destacar que o tipo de substrato energético (ou seja o combustível utilizado, exemplo: carboidrato ou gordura) durante o exercício não é o fator que determina o emagrecimento.

Observe como a visão do “tipo de combustível utilizado” durante o exercício gera confusão. A porcentagem de gordura oxidada é maior em um exercício leve (40% da capacidade aeróbia máxima) em comparação ao uso do mesmo substrato em um exercício de moderato para intenso (70% da capacidade aeróbia máxima). Porém, se avaliar em termos de gramas de gordura oxidada por minuto, praticamente não há diferença entre as duas intensidades de exercício (Howley et al., 1997).

Uma pesquisa realizada em 1996 também traz resultados interessantes. Neste estudo foram comparadas 2 sessões de exercício em bicicleta ergométrica de intensidade e duração diferentes (50% da capacidade aeróbia máxima por 120 minutos versus 100% da capacidade aeróbia máxima por 120 minutos, sendo que 2 minutos de trabalho por 2 minutos de descanso caracterizando um exercício intervalado intenso) (Treuth et al,. 1996). Foi constatado que durante o exercício moderado, o principal combustível realmente era gordura.

Já no exercício intervaldo intenso foi o carboidrato (glicogênio-glicose). Entretanto, passadas 24 horas do término do exercício o total de gordura (valor absoluto em gramas) utilizada com fonte de energia foi semelhante nas 2 situações. Outra pesquisa recente realizada em 2002 demonstrou que exercícios com intensidades diferentes (70% x 40% da capacidade aeróbia máxima), porém com o mesmo gasto calórico (400 Kcal), não apresenta diferença na queima de gordura após 24 horas da realização do mesmo (Melanson et al., 2002).

É claro que realizar exercício em uma intensidade mais elevada requer uma série de adaptações sistêmicas, que a maioria dos iniciantes não apresentam. Portanto, neste caso, o recomendado é se exercitar em uma intensidade moderada, permitindo que desta forma, a duração da atividade se estenda, maximizando o gasto calórico! Dessa forma, quando o assunto é emagrecimento o importante não é o tipo de combustível utilizado.

O diferencial é promover o maior gasto de calorias no exercício e garantir que este desequilíbrio energético não seja totalmente restabelecido. As pessoas se esquecem que engordar decorre do fato da energia que “entra” no organismo ser maior que a energia necessária para manutenção das funções corporais (independente dos fatores presentes nos dois lados da equação – ingestão x gasto).

Uma das dificuldades de abandonar a idéia de que o importante é queimar gordura durante o exercício decorre do desconhecimento de que nossa composição corporal não muda de um dia para o outro (Westerterp, 1998). Para emagrecer é importante que o exercício, independente do tipo, promova um “déficit” energético ao longo das 24 horas do dia (na realidade ao longo de vários dias) (Melanson et al., 2002). Se o sistema de controle do peso corporal perceber que a tendência do organismo é gastar mais energia do que recebe, ele é obrigado a usar suas reservas de energia (ou seja, a queima de gordura acaba ocorrendo, mas em um outro momento).

Nota do Blog

Texto bem interessante escrito pelos Prof. Dr. Marcelo Saldanha Aoki e Prof. Dr. Reury Franl P. Bacurau e mostra que diferentes tipos de exercícios tem resultados semelhantes e fica mais uma vez provado que se você não gastar mais calorias do que consumir, não importando qual atividade física que você faça, fica difícil perder peso.

Fonte: educacaofisica.org

‘Gordura boa’ pode ser nova arma contra obesidade

Novas descobertas sobre a origem das células marrons de gordura — uma gordura “boa” que queima energia e aquece o corpo — podem levar a tratamentos inéditos contra a obesidade, anunciaram duas equipes de pesquisa nesta quarta-feira.

Em laboratório, cientistas do Instituto Dana-Farber do Câncer, em Boston, disseram ter induzido uma célula muscular imatura a se transformar em células marrons de gordura, o que sugere que essas células adiposas podem ser mais semelhantes às células musculares do que as células adiposas brancas convencionais.

Outro grupo, do Centro Joslin de Diabetes, também de Boston, descobriu que uma proteína importante no crescimento ósseo promoveu em ratos o surgimento de tecido adiposo marrom.

Os dois artigos foram publicados na revista Nature.

As células marrons de gordura liberam energia, em vez de acumulá-la, como as células brancas. Uma pessoa obesa tem muito depósito de gordura branca, e os pesquisadores acham que, se induzirem o corpo a produzir mais células marrons, as pessoas poderão perder peso.

Bruce Spiegelman, do Instituto Dana-Farber, disse por telefone que os pesquisadores tentam descobrir os genes que “ligam” as células de gordura marrom.

“O que apresentamos nesse documento é meio que um choque. Mostramos que a gordura marrom é derivada de uma célula igual à muscular, e que a gordura marrom e a gordura branca são completamente diferentes”, explicou.

A equipe trabalhou com um fator genético de transcrição (espécie de “interruptor” genético) chamado PRDM16. Ao retirar esse fator das células marrons imaturas, os cientistas tiveram uma surpresa: “O tubo se encheu de músculo. O que isso significa é que as células musculares são células precursoras das células marrons de gordura”, disse Spiegelman.

Nota do Blog

Pode tirar o cavalinho da chuva se você pensa que vão descobrir a pílula mágica, apesar do estudo ser interessante, eu não acredito que o processo seja simples, de qualquer forma vai levar anos para que se chegue a algum resultado que possa beneficiar a população obesa.

O jeito é tentar queimar essas malditas celulas de gordura branca. :)

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