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Os 6 erros mais comuns que os pais fazem ao alimentar seus filhos

1 – Mandar os filhos para fora da cozinha

É compreensível que os pais não queiram que as crianças estejam perto do fogão quente, água fervente e facas afiadas. Mas estudos sugerem que a participação das crianças na preparação da comida é um passo importante no sentido delas experimentarem novos alimentos.

2 – Fazer pressão para comer alimentos

Exigir que uma criança experimente tudo é susceptível a produzir efeitos negativos. Estudos mostram que as crianças reagem negativamente quando os pais fazem pressão aos filhos para comer os alimentos, mesmo se a pressão oferece uma recompensa.

3 – Manter as guloseimas fora do alcance

Os pais se preocupam que seus filhos vão comer muitas guloseimas, por isso, eles as colocam longe do alcance ou em lugares de difícil acesso. Mas estudos mostram que quanto mais proibido é um alimento, mais as crianças o desejam.

4 – Fazer dietas na frente do seus filhos

As crianças estão sintonizadas com seus pais, isso se aplica a preferências alimentares também, por isso elas têm muito mais probabilidade de experimentar os alimentos que seus pais estão comendo. Os pais que estão tentando perder peso devem estar ciente de como os seus hábitos alimentares podem influenciar a percepção da criança sobre a comida e uma alimentação saudável.

5 – Servindo legumes “sem graça”

Por contar as calorias os pais muitas vezes servem legumes cozidos no vapor, sem nenhum molho ou tempero, por isso as crianças são relutantes em comê-los. Nutricionistas dizem os pais não devem ter medo de colocar molhos ou temperos nos legumes.

6 – Desistir logo no começo

Hábitos alimentares mudam freqüentemente. Os pais devem preparar uma grande variedade de alimentos saudáveis e colocá-los na mesa, mesmo que uma criança se recuse a experimentar. Crianças pequenas, podem demorar 10 ou mais tentativas durante vários meses para começar a comer um alimento novo.

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Propagandas, igual a alimentos pouco saudáveis

Fast-food, guloseimas, sorvetes, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos de pacote, biscoitos doces e bolos – ou seja, bebidas e comidas com alto teor de gorduras, sal e açúcar – representam 72% do total de anúncios de alimentos veiculados na TV brasileira. Esta foi a principal conclusão da pesquisa divulgada, dia 26 de junho, por pesquisadoras da Universidade de Brasília. O trabalho (Pesquisa de Monitoração de Propaganda de Alimentos Visando à Prática da Alimentação Saudável), que levou um ano para ser concluído, teve financiamento do Ministério da Saúde e CNPQ.

Foram analisadas 128.525 peças publicitárias, num total de 4.108 horas de programação, além de 18.689 anúncios em revistas. Publicações infantis, para adolescentes e mulheres são as que divulgam com maior freqüência a publicidade de alimentos, especialmente os industrializados.

A coordenadora-geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcellos, comenta que “o público infantil é o mais vulnerável aos apelos promocionais, não só porque define a compra da família, mas também porque é o consumidor do futuro”. Segundo ela, “a propaganda influencia as escolhas alimentares e, por isso mesmo, é preciso estar atento a ela quando se define planos e estratégias de promoção da alimentação saudável”.
Ana Beatriz Vasconcellos afirma que a alimentação do brasileiro está se tornando problemática. “Isso é percebido pelo elevado número de doenças crônicas no país: 60% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) são gastos com o tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, doenças coronarianas etc, que têm na alimentação um fator de risco”.

Representantes do governo, da sociedade civil, Ministério Público e instituições de ensino superior reuniram-se, no mesmo dia 26 de junho em que a pesquisa foi divulgada…Cogita-se, entre outras medidas, a proibição de veiculação de propaganda destes alimentos das 6 às 21 horas.

A nutricionista Mônica Beyruti, do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), comenta…o mais importante ainda é conscientizar a população sobre os malefícios trazidos pela alimentação desequilibrada. E isto deve ser feito desde cedo, com as crianças.

“O mais importante seria mudar a maneira de preparar os alimentos e não comprar aqueles direcionados ao público infantil com densidade calórica alta, como biscoitos recheados, salgadinhos, chocolates e doces”, segundo João Eduardo Salles, membro da ABESO e coordenador do site da entidade.

Nota do Blog

Não é novidade para ninguém que a maioria dos produtos veiculados em propagandas não sejam os mais saudáveis, porém eu fiquei chocado com a porcentagem (72%) com que estes produtos dominam o espaço publicitário.

Muitos dizem que propaganda é para informar os consumidores, mas isso é balela, propaganda só tem um único propósito que é vender o produto que se está anunciando, ou você pensa que uma companhia vai gastar R$ 170.000,00 (30 segundos – horário nobre Globo – 2006) só para informar que produto x acabou de ser lançado.

Para variar nosso governo sempre tenta achar uma solução da maneira mais fácil possível, porém nós nunca vemos um plano mais amplo de ação contra os problemas que o povo brasileiro enfrenta.  São sempre as mesmas ações de proibição e nunca medidas pro-ativas que neste caso poderiam ser uma melhor educação nas escolas e dispor informações sobre alimentos aos pais das crianças para que essa educação seja continua, pois nossos hábitos, nos aprendemos em casa.

Fonte ABESO

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